Fazer compras em sites estrangeiros é algo bem mais comum do que muitos podem pensar. E com a popularização dos cartões internacionais, isso tende a aumentar ainda mais.

Tem também o caso de viagens para outros países, em que você decide só usar o cartão de crédito para tudo em vez de ficar levando dinheiro no bolso. Afinal é bem mais seguro e evita imprevistos.

Porém, o que muita gente não leva em consideração é que, usando o cartão de crédito (inclusive os pré-pagos), o valor daquela compra nunca será o mesmo que chegará na fatura, por causa de várias taxas, comissões e impostos que são aplicados no final.

Não há problema em usar o cartão, mas é importantíssimo que você tenha conhecimento de quanto exatamente está pagando, pois só assim você conseguirá manter sua organização financeira e poder tomar decisões conscientes.

Entenda neste artigo quais os custos aplicados a um pagamento feito com cartão de crédito em produtos ou serviços cobrados em outra moeda.


Um erro que muitos cometem, principalmente quando viajam para outro país: em um restaurante, vê um prato por US$10 e lembra que viu no jornal que a cotação do dólar estava valendo R$3,50 e aí faz a conta básica: 10 x 3,50, ou seja, acredita que aquele prato custará para ele o equivalente a R$35.

Infelizmente, quando você usa o cartão de crédito, você precisa pagar taxas para duas grandes entidades: banco e governo.

Quando a conta em dólar (ou qualquer outra moeda) aparece na sua fatura, são adicionadas duas taxas: o spread e o IOF.


Dólar PTAX

O Banco Central criou uma referência de preço diário de moeda estrangeira no país, baseado no que os jornais e sites divulgam como sendo o conhecido Dólar Comercial. No final de cada dia, o BACEN faz a média de quanto subiu e desceu o preço da moeda e fixa o que chama de PTAX.

É um valor de referência para instituições financeiras que trabalham com câmbio. Você, pobre mortal consumidor, nunca pagará apenas a taxa PTAX quando for comprar ou vender dólar, euro ou qualquer outra moeda, porque as instituições sempre cobrarão de você uma taxa extra. Afinal, é assim que elas sobrevivem.

Spread bancário

Quando você prefere usar seu cartão de crédito em vez de passar em uma casa de câmbio para comprar papel moeda, você está escolhendo o banco como instituição cambial. Com isso, é ele quem decide o quanto irá cobrar de você.

O valor da moeda que você irá pagar será a referência PTAX do dia, mais uma porcentagem escolhida pelo banco. E esta porcentagem extra é chamada de spread.

Este spread varia de cartão para cartão. A Caixa Econômica Federal, por exemplo, é a que cobra uma das menores taxas no Brasil (cerca de 0,3%). O cartão Nubank cobra 4%. Itaú cobra 4,8%, enquanto o American Express tem o spread de 5,1%. Os cartões da Porto Seguro são os que mais cobram em compras internacionais: 7,3%.

IOF

Além da taxa do banco, você ainda é obrigado a pagar IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) nas compras que fizer no exterior. E ele não é pequeno: 6,38%.

dolar-cartao Quais as taxas que você paga quando faz compras no exterior pelo cartão de crédito?

Quanto você paga

Resumindo, tudo o que você gastar com cartão de crédito em outra moeda vai lhe custar mais do que você inicialmente calculou. Digamos que você use o Nubank ou outro cartão dos atuais bancos digitais, que cobram em média 4% de spread: a cada 10 dólares que você gastar, você terá que pagar mais $1 em taxas e impostos.

E se você mantém sua vida financeira organizada e bem controlada, sabe que 10% “jogado fora” é algo bem pesado no bolso, pois não existe nenhum investimento de renda fixa que lhe garanta algo perto disso em um mês.

Portanto, tenha esta informação com você quando precisar realizar uma compra internacional com o cartão de crédito. Claro que há casos em que você não tem escolha e só pode usar o cartão (como por exemplo, compras em sites). Mas fique atento e com o radar sempre ligado, para quando surgirem oportunidades que permitam que você use outro tipo alternativo de pagamento quando o preço for em dólar ou outra moeda.

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Redação Tecnograna

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