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Ex-presidente do Itaú admite que fintechs são uma ameaça para os grandes bancos

Redação Tecnograna

Não é de hoje que afirmamos aqui que o mercado de instituições financeiras está passando por uma grande revolução nos últimos anos. As fintechs iniciaram um caminho que não tem mais volta, facilitando o acesso à serviços e vantagens que antes eram reservados apenas para quem tinha bastante dinheiro.

Por esta razão, chama bastante a atenção quando gigantes do mercado admitem que esta revolução põe em risco o status quo dos grandes bancos, ainda mais quando quem diz isso é o ex-presidente do maior banco privado do país.


Na última terça-feira (3), Roberto Setubal (ex-presidente do Itaú Unibanco e hoje presidente do conselho administrativo da instituição), declarou para acionistas e investidores que as mudanças no mercado causam angústia pelo que está por vir.

Estamos vivendo um mundo em grande transformação. Não temos resposta para o que queremos e isso nos angustia toda noite… Fintechs estão batendo na nossa porta todo dia. Estamos discutindo bastante isso no banco” 

De fato, a adesão ao PDV que ocorreu em agosto foi maior do que o esperado (leia também: “De olho no digital, Itaú fecha mais de 200 agências físicas no último trimestre“). A intenção do programa de demissões é ajustar os funcionários que restarão “à uma nova realidade em termos de processos e tecnologias”.

Hoje, no Brasil, três bancos privados e dois estatais dominam a maioria do mercado. Porém, ficar parado e não perceber que o mundo está mudando, pode colocar em risco este império. Por isso, a necessidade de se reinventar.

O Itaú não tem uma ‘grande aposta’ para o futuro, mas está aberto a transformações em um ambiente em que o mundo está mudando. Saberemos enfrentar desafios que estão surgindo. Algumas coisas não vão mudar… vamos nos reinventar, nos adaptar. O futuro está aí. O banco sabe dos desafios que tem”

O Itaú já está realizando testes com sua nova plataforma digital, o iti, que pretende facilitar o acesso à transações financeiras até mesmo para quem não tem conta em banco. O objetivo é bater de frente com as fintechs e não perder terreno no mercado.

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Mas a pergunta que não quer calar: será que os gigantes serão capazes de ser tão ágeis quanto as empresas menores e mais jovens (e que por isso são mais adaptáveis à mudanças e novidades)?

Só o tempo dirá.

Via: Estadão

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